{"id":15,"date":"2026-03-08T14:38:33","date_gmt":"2026-03-08T13:38:33","guid":{"rendered":"https:\/\/theinternationaljournal.media\/pt\/2026\/03\/08\/como-a-perda-de-visao-transforma-o-cotidiano-e-as-necessidades-das-pessoas-afetadas\/"},"modified":"2026-03-08T14:40:14","modified_gmt":"2026-03-08T13:40:14","slug":"como-a-perda-de-visao-transforma-o-cotidiano-e-as-necessidades-das-pessoas-afetadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/theinternationaljournal.media\/pt\/2026\/03\/08\/como-a-perda-de-visao-transforma-o-cotidiano-e-as-necessidades-das-pessoas-afetadas\/","title":{"rendered":"Como a perda de vis\u00e3o transforma o cotidiano e as necessidades das pessoas afetadas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/theinternationaljournal.media\/\/pt\/wp-content\/uploads\/shared\/eyeglasses-8227429_1280.jpg\" alt=\"Como a perda de vis\u00e3o transforma o cotidiano e as necessidades das pessoas afetadas\" class=\"featured-image\" \/><\/p>\n<h1>Como a perda de vis\u00e3o transforma o cotidiano e as necessidades das pessoas afetadas<\/h1>\n<p>A perda de vis\u00e3o afeta milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, influenciando profundamente sua maneira de viver e interagir com o ambiente. Uma an\u00e1lise recente realizada com 763 pessoas de 61 pa\u00edses revela os desafios concretos que elas enfrentam no dia a dia. Os resultados mostram que as dificuldades n\u00e3o se limitam \u00e0 vis\u00e3o, mas se estendem a aspectos emocionais, sociais e pr\u00e1ticos, muitas vezes desconhecidos.<\/p>\n<p>Os participantes destacaram o impacto significativo da perda de vis\u00e3o em seu estado emocional. Muitos descrevem uma queda na autoconfian\u00e7a, um aumento da fadiga e sentimentos de ansiedade ou tristeza. Esses dist\u00farbios psicol\u00f3gicos s\u00e3o explicados, em parte, pelo esfor\u00e7o constante necess\u00e1rio para compensar a defici\u00eancia, o que pode esgotar mental e fisicamente. Atividades cotidianas, como se locomover, cozinhar ou reconhecer rostos, tornam-se fontes de estresse e exigem mais tempo e energia.<\/p>\n<p>O lazer, os deslocamentos e o emprego est\u00e3o entre as \u00e1reas mais afetadas. Muitos t\u00eam dificuldade para participar de atividades recreativas, usar o transporte p\u00fablico ou manter um emprego. A mobilidade reduzida e os obst\u00e1culos no espa\u00e7o p\u00fablico limitam sua autonomia e acesso \u00e0 vida social. Os relacionamentos com os outros tamb\u00e9m s\u00e3o prejudicados, pois a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal, como express\u00f5es faciais ou gestos, torna-se dif\u00edcil de interpretar.<\/p>\n<p>O ambiente desempenha um papel fundamental na adapta\u00e7\u00e3o a esses desafios. O apoio da fam\u00edlia e dos pr\u00f3ximos \u00e9 essencial para superar os obst\u00e1culos do cotidiano. As tecnologias, como smartphones ou aux\u00edlios t\u00e9cnicos, tamb\u00e9m s\u00e3o ferramentas valiosas. Elas facilitam as tarefas di\u00e1rias, o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e a conex\u00e3o com o mundo. No entanto, o acesso a esses recursos varia de acordo com as regi\u00f5es e os contextos socioecon\u00f4micos.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as culturais tamb\u00e9m influenciam a maneira como as pessoas vivenciam sua defici\u00eancia. Em algumas partes do mundo, o foco est\u00e1 no apoio social e familiar, enquanto em outras, as preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais voltadas para a sa\u00fade mental ou o acesso aos cuidados. Essas varia\u00e7\u00f5es mostram que n\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o universal, mas que \u00e9 necess\u00e1rio adaptar as respostas \u00e0s necessidades espec\u00edficas de cada indiv\u00edduo e comunidade.<\/p>\n<p>Este estudo destaca a necessidade de repensar os sistemas de suporte. Uma abordagem global, que leve em considera\u00e7\u00e3o os aspectos m\u00e9dicos, psicol\u00f3gicos e ambientais, \u00e9 indispens\u00e1vel. Ela deve incluir solu\u00e7\u00f5es personalizadas, como treinamentos para o uso de tecnologias, apoio psicol\u00f3gico ou adapta\u00e7\u00f5es urbanas mais acess\u00edveis. O objetivo \u00e9 permitir que cada um viva com dignidade e autonomia, apesar das limita\u00e7\u00f5es impostas pela perda de vis\u00e3o.<\/p>\n<hr>\n<h2>Cr\u00e9dits<\/h2>\n<h3>\u00c9tude source<\/h3>\n<p><strong>DOI\u00a0:<\/strong> <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s44402-026-00031-5\" target=\"_blank\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s44402-026-00031-5<\/a><\/p>\n<p><strong>Titre\u00a0:<\/strong> Development of the International Classification of Functioning, Disability and Health Core Set for Vision Loss: Insights From the Lived Experience of People With Vision Loss<\/p>\n<p><strong>Revue : <\/strong> Ophthalmic and Physiological Optics<\/p>\n<p><strong>\u00c9diteur : <\/strong> Springer Science and Business Media LLC<\/p>\n<p><strong>Auteurs : <\/strong> Lorenzo Billiet; Hilde P. A. van der Aa; Dominique Van de Velde; Ferhat Esatbeyoglu; Raba Thapa; Vijaya K. Gothwal; Stijn De Baets; Ruth M. A. van Nispen<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como a perda de vis\u00e3o transforma o cotidiano e as necessidades das pessoas afetadas A perda de vis\u00e3o afeta milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo, influenciando profundamente sua maneira de viver e interagir com o ambiente. 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